Ano 09 - Número 25 - Fevereiro 2008
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Edição número 25 | Entrevista VIP
Tom McInerney: estratégia para crescer Voltar
Tom McInerney | Por: Patricia Polo
SAOL - Em alguns mercados da América Latina, especialmente em casos como o do Brasil, a bolsa de valores está subindo. Você acredita que isso seja sustentável ou é uma bolha?

TM - Assim como no Brasil e na América Latina, mercados têm sido beneficiados por aumentos nas bolsas. O Brasil e a América Latina são mercados emergentes, com populações jovens e com uma crescente classe média. A liderança econômica e política nestas regiões têm proporcionado grandes progressos nos países. Nos últimos anos têm acontecido constantes ganhos de produtividade onde os investimentos foram feitos. As perspectivas para o Brasil e a América Latina em geral são boas. E uma das estratégias do ING é focar em mercados emergentes, como a América Latina.
Tom McInerney
"Uma das estratégias do ING é focar mercados emergentes com populações jovens e com uma crescente classe média, como a América Latina e o Brasil."
SAOL - Você acredita que a economia global já passou por sua pior fase ou o mercado enfrentará novas turbulências?
TM - A crise do mercado imobiliário nos Estados Unidos gerou uma tensão mundial e o pessimismo influencia os mercados globais. Acredito que os problemas mais graves do mercado imobiliário dos Estados Unidos já foram debelados. Creio ainda que a ação do FED (banco central americano) e de outros bancos centrais no mundo vão reduzir as pressões no sistema e os impactos no resto do globo. Não estamos prevendo recessão nos Estados Unidos, ou uma recessão global, apenas um impacto com possível diminuição no consumo e no ritmo do crescimento. Neste momento os bancos centrais estão muito menos expostos do que estavam na crise dos anos 1970, por exemplo.
SAOL - O senhor acredita que ainda virão novos problemas do mercado de subprime?
TM - Acredito que mais notícias e problemas virão, mas penso que agora existe uma compreensão muito maior do significado da crise. Aparentemente, o pior ficou para trás, mas ainda serão necessários alguns anos para que o sistema financeiro solucione completamente o problema com o mercado de subprime.
SAOL - Alguns analistas dizem que para competir no mercado brasileiro é preciso ser grande no mercado local. O senhor concorda?
TM - Não há razão por que não poderíamos ser uma grande organização no Brasil. Temos uma presença muito grande no Brasil com a SulAmérica. A SulAmérica é líder no Brasil há 112 anos e tivemos uma oportunidade de associação com a SulAmérica, independente, uma empresa estruturada, com uma marca muito forte. Com a associação contribuímos com escala, capital e conhecimento.
SAOL - Há espaço para mais bancos estrangeiros entrarem no mercado brasileiro nos próximos anos?
TM - Há espaço no Brasil e outros países na América Latina para empresas globais. Penso que de uma maneira geral há muitos mercados no mundo em que é possível crescer. E um dos modos de ter sucesso é sendo um grande banco com um grande mercado. Outro caminho é ser um pequeno negócio mais segmentado. Eu diria que no Brasil, assim como nos outros países da América Latina, queremos estar entre os cinco maiores.
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