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Omundo está vivendo um período de crescimento sem paralelos e as economias emergentes nunca estiveram tão flexíveis
a choques externos como agora. Os países da América Latina estão menos vulneráveis a crises e, por terem construído
bases mais sólidas para as suas economias, demonstram grande potencial de crescimento.
Tão otimista quanto as previsões dos analistas para o futuro dessas economias são as estratégias do Grupo ING, que
pretende aumentar sua presença nas economias em desenvolvimento, incluindo o Brasil. O objetivo da instituição,
que administra cerca de US$ 203 bilhões em ativos e que no Brasil é sócia da SulAmérica, é ampliar a base de clientes,
direcionando investimentos para países cuja economia tenha potencial de crescimento.
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Tom McInerney
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A instituição já tem posições estabelecidas nos mercados de fundos de pensão do Chile e do México e já é a maior gestora de
fundos de pensão no Peru. Em passagem pelo Brasil, em decorrência do GP Brasil de Fórmula 1, do qual o ING é patrocinador,
Tom McInerney, membro de conselho executivo do grupo e CEO para o ING Insurance Americas, falou à SulAmérica Online sobre as
estratégias da instituição para alcançar esses objetivos.
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SULAMÉRICA ONLINE - O ING já é uma das maiores instituições financeiras do mundo, no entanto, o foco da empresa ainda é crescer. Por quê?
Tom McInerney - Quando você olhar para o setor financeiro nos últimos 25, 30 anos, perceberá a importância do
forte desenvolvimento da tecnologia da informação, da base de dados, gerência de riscos. Todos tiveram um
enorme ganho de produtividade com aumento da escala. Quanto mais se entende o mercado e mais eficiente você
se torna, mais serviços se pode oferecer com maior eficiência e custo mais baixo.
Ter escala é absolutamente necessário no mercado financeiro.
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SAOL - Por que escala é tão importante?
TM - Instituições financeiras com uma grande base de clientes e administrando de maneira
consistente grande volume de capitais estão mais aptas a enfrentar crises como a de subprime
que tivemos recentemente. No mercado financeiro, os clientes querem empresas que eles tenham
a certeza que estarão bem nos próximos 15 ou 30 anos. Quando você for se aposentar, quer a
segurança de saber que seu banco ou empresa estará lá para garantir o seu futuro.
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SAOL - O ING aposta nos mercados emergentes. Quais são os planos?
TM - Eu poderia dizer que todos os mercados emergentes têm perspectivas muito boas. Ásia e o Leste
Europeu também são mercados muito atraentes. Mas sem dúvida a América Latina está entre nossas
principais prioridades. O Brasil é muito importante para o ING, é um país com quase 200 milhões de
habitantes, uma classe média crescente, uma economia que se estabilizou e com um crescimento acelerado.
Acredito que precisamos estar no Brasil e temos de ser bem-sucedidos no país.
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SAOL - Como isso será feito? Por meio de aquisições, aumento de participação acionária?
TM - Nós certamente queremos aumentar nossa presença na América Latina e ampliar nossa
participação no mercado. Estamos em busca de oportunidades. A recente compra do Santander
na América Latina é um bom exemplo disso. Mas no momento nosso foco é ampliar nossa
distribuição e reforçar nossas atuais parcerias.
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